domingo, 5 de julho de 2026
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<strong>Dia Mundial do Transtorno Bipolar: Especialista explica sintomas e desmistifica expressão usada para referir-se à alteração de humor</strong>

<strong>Dia Mundial do Transtorno Bipolar: Especialista explica sintomas e desmistifica expressão usada para referir-se à alteração de humor</strong>
Foto: Reprodução internet AquiVale/Imagens

No dia 30 de março é celebrado o Dia Mundial do Transtorno Bipolar. A data refere-se ao aniversário do pintor holandês Van Gogh (1853 – 1890), que postumamente foi diagnosticado como provável portador do transtorno.

Segundo a ABRATA (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos), cerca de 140 milhões de pessoas no mundo têm o transtorno bipolar. Os sintomas costumam aparecer antes dos 30 anos, principalmente entre os jovens de 18 a 25 anos, mas podem afetar também crianças e idosos.

Se uma pessoa está um dia está feliz, no outro triste e assim sucessivamente, essa alteração de humor não representa o transtorno bipolar. De acordo com o psiquiatra Galiano Brazuna, essa alteração representa uma oscilação normal, associada de forma errada à bipolaridade.

“O transtorno bipolar vai além disso. Ele é marcado por um período mais longo de uma fase onde a pessoa não se sente alegre, com prazer nas coisas que ela gostava de fazer, se sente sem energia e fica assim por pelo menos 2 semanas. Ao longo da vida ela desenvolve o que chamamos de Mania, ela fica com a autoestima extremamente elevada, pensamentos acelerados e mais irritada e agressiva. Isso sim representa o transtorno bipolar.” O psiquiatra explica que os sintomas são divididos sem duas fases, que são:

1° Fase:  Depressiva

- Tristeza intensa;

 - Sem energia;

- Falta de ânimo;

- Isolamento social.

2° Fase: Euforia (mania)

- Autoestima extremamente elevada;

- Pensamentos acelerados;

- Confunde a realidade;

- Irritabilidade e agressividade.

Existe tratamento para o transtorno bipolar que busca ajudar a pessoa a retomar as funções do dia a dia, como trabalhar e se relacionar bem. O diagnóstico é feito por um psiquiatra e não tem cura, porém a pessoa consegue ter uma vida normal realizando o tratamento de forma contínua e corretamente supervisionado por um profissional da saúde mental.  

Confira a entrevista exclusiva do psiquiatra Galiano Brazuna ao Portal Aqui Vale sobre o tema:

https://www.youtube.com/watch?v=M3PAc2YwovY

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