Outra cratera voltou a causar preocupação na zona leste de São José dos Campos nesta segunda-feira (16). Um trecho de terreno cedeu nos fundos de uma residência no bairro Jardim São José II, levando a interdição da casa pela Defesa Civil e deixando moradores em alerta.
O episódio teve início em final de janeiro, quando o solo começou a ceder nos fundos de uma casa situada na Rua Jorge Amado. Com as chuvas ocorridas no começo de fevereiro, o buraco se ampliou rapidamente, levando a erosão perigosa a se aproximar da estrutura da casa.
Diante do risco de desabamento, a Defesa Civil de São José dos Campos interditou totalmente a residência, determinando que a família — composta por seis pessoas — deixasse o imóvel imediatamente. Ninguém ficou ferido no incidente, mas a ameaça à integridade da estrutura foi considerada grave.
Visivelmente apreensivos, os moradores relataram que parte do quintal foi “levada” pela erosão, deixando o solo instável e com tubulações expostas e desnível no terreno, o que aumentou o medo de um desabamento maior. A família já conseguiu um cômodo alugado em outra casa do bairro enquanto a situação é avaliada.
Um dos moradores afetados afirmou que ainda não sabe quando poderá retornar à casa e pediu apoio, já que a previsão de retomada do imóvel ainda não foi definida pelas autoridades.
A Prefeitura de São José dos Campos informou que equipes técnicas já realizaram serviços de manutenção no local, incluindo a restauração de uma galeria de águas pluviais que estava comprometida, o que pode ter contribuído para a instabilidade do solo. Também foi destacado que o apoio social está prestando assistência à família afetada.
Situações como essa são mais comuns em períodos de chuvas intensas, quando o solo fica saturado e mais suscetível a deslizamentos e erosões, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.
Este não é o primeiro caso de afundamento neste início de ano em São José dos Campos. Em outra área da cidade — no Jardim Imperial, na zona sul — uma cratera aberta pelas chuvas provocou a interdição de várias casas e um prédio de 34 apartamentos no início de fevereiro, afetando dezenas de moradores até que parte fosse liberada com a estabilização do solo.

