A partir desta segunda-feira (1º), o Implanon, implante contraceptivo subdérmico que previne a gravidez por até três anos, passou a ser de oferta obrigatória pelos planos de saúde em todo o Brasil. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com o objetivo de ampliar o acesso a métodos de longa duração e contribuir para a redução da mortalidade materna.
O dispositivo, inserido sob a pele do braço, libera continuamente o hormônio etonogestrel, impedindo a ovulação e dificultando a passagem dos espermatozoides. Por ser um contraceptivo de longa duração e reversível (Larc), é considerado mais eficaz que métodos que dependem do uso contínuo, como pílulas ou injeções.
Com validade de até três anos, o Implanon não exige manutenção durante o período de uso. Após a retirada, a fertilidade retorna rapidamente, permitindo a gestação ou a inserção de um novo implante, caso haja interesse.
Além da cobertura obrigatória pelos planos, o Ministério da Saúde anunciou que o dispositivo também será oferecido pelo SUS, com previsão de distribuição de 1,8 milhão de unidades até 2026. Atualmente, o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil no mercado.
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