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Buldogue campeiro avança no processo para ser reconhecido oficialmente como nova raça brasileira

O buldogue campeiro, raça brasileira originada no sul do país, está em processo avançado para ser reconhecido oficialmente como uma nova raça pela Federação Cinológica Internacional (FCI). O cão já possui reconhecimento provisório e aguarda a avaliação final que pode colocá-lo no rol das raças brasileiras registradas no exterior.

Descendente de buldogues ingleses trazidos por imigrantes europeus, o buldogue campeiro foi desenvolvido por fazendeiros para o trabalho pesado no campo. Sua função incluia localizar e conter o gado, pastorear em ambientes difíceis, como matas fechadas e lamaçais, e auxiliar em antigos abatedouros. A partir dos anos 1960, a raça se espalhou também pelo Mato Grosso do Sul.

De porte médio e pelo curto, o buldogue campeiro possui estrutura forte e musculosa, cabeça larga, mandíbulas potentes e temperamento leal, protetor, rústico e carinhoso, segundo o padrão oficial. Embora criado para o trabalho rural, adapta-se bem à vida doméstica.

A raça esteve próxima de desaparecer com mudanças sanitárias e a entrada de novas raças no país. Porém, um trabalho de resgate realizado por criadores gaúchos permitiu a recuperação das linhagens e a padronização das características do cão. O esforço levou ao reconhecimento nacional pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), que agora representa o buldogue campeiro no processo internacional.

Se aprovado em caráter definitivo pela FCI nos próximos anos, o buldogue campeiro se juntará ao fila brasileiro, ao terrier brasileiro e ao rastreador brasileiro como raças nacionais oficialmente reconhecidas no exterior.

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