O Brasil deve retornar ao grupo das dez maiores economias do planeta em 2026, segundo projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI). A recuperação ocorre após o país ter encerrado 2025 fora do ranking, ocupando a 11ª posição, mesmo com crescimento econômico no período.
De acordo com as estimativas, a melhora nas perspectivas do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro está diretamente ligada ao desempenho do setor de petróleo, que tem impulsionado as exportações e ampliado a entrada de dólares no país. Esse fator contribui para elevar o PIB quando medido na moeda americana — critério utilizado nas comparações internacionais.
Em 2025, o Brasil perdeu uma posição no ranking global e caiu para o 11º lugar, sendo ultrapassado por outras economias, como a Rússia. Ainda assim, o país manteve crescimento de cerca de 2,3% no período, mostrando que a queda no ranking não esteve necessariamente ligada a uma retração econômica, mas também a fatores externos, como câmbio e desempenho relativo de outros países.
Agora, com a revisão para cima nas projeções de crescimento, o FMI indica que o Brasil deve ultrapassar o Canadá e reassumir a 10ª colocação já em 2026.
O avanço do setor de óleo e gás aparece como um dos principais motores dessa mudança. O aumento da produção e das exportações fortalece a balança comercial e melhora o desempenho econômico em dólar, indicador essencial para o ranking global.
Com a atualização das projeções, o Brasil volta a figurar entre as dez maiores economias do mundo, em uma lista liderada pelos Estados Unidos e pela China. O grupo também inclui países como Alemanha, Japão, Índia e Reino Unido, que mantêm posições consolidadas no topo do ranking

