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Após um ano, acidente com avião que caiu em Ubatuba continua em investigação

O acidente aéreo que deixou uma pessoa morta e quatro feridos, em Ubatuba, completa um ano nesta sexta-feira (9) e as investigações ainda seguem. O avião não conseguiu parar na pista do aeroporto local, atravessou a avenida da orla e explodiu na areia da Praia do Cruzeiro, na região central da cidade.

As pessoas que estavam no jatinho, na manhã do dia 09 de janeiro de 2025, eram da família do produtor rural Nelvo Fries. As vítimas são a empresária Mireylle Fries, que é sócia da aeronave, seu marido e dois filhos. O piloto, identificado como Paulo Seghetto, morreu no acidente.

Foto: Reprodução

Os trabalhos relativos às investigações do acidente continuam. Além das causas técnicas, as autoridades verificam a regularidade do aeroporto e da aeronave, que tinha situação de aeronavegabilidade normal, mas não possuía autorização para táxi aéreo, sendo permitida apenas para uso particular.

Ainda não há um prazo para a divulgação do relatório final que apontará as responsabilidades definitivas pelo ocorrido.

Histórico do acidente

O Grupamento de Bombeiros Marítimo afirma que a aeronave passou por uma excursão de pista, que é caracterizada quando o avião sai da pista no momento de pouso ou de decolagem.

A Rede Voa, que administra o aeroporto, informou que o avião havia saído do Aeroporto Municipal de Mineiros, em Goiás, e tentou pousar em Ubatuba. Segundo a concessionária, “as condições meteorológicas eram degradadas, com chuva e pista molhada”.

O avião decolou por volta das 09h do aeroporto de Mineiros, no interior de Goiás. O município fica localizado a cerca de 425 quilômetros de Goiânia e próximo às divisas do estado com o Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Conforme os dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave pertencia à família do produtor rural Nelvo Reis, que possui propriedades rurais em Goiás.

Destroços do avião 

O avião que tentou pousar em Ubatuba e ultrapassou a pista foi retirado do mar durante a noite, 10 horas depois do acidente. Os destroços da aeronave foram levados para uma base do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) em São Paulo. A operação foi acompanhada por agentes da Polícia Civil, da Polícia Militar, do aeroporto local e da Força Aérea Brasileira.

Fotos: Divulgação

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