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Culto com pastores influentes marcou estratégia sem sucesso de Messias para o STF

Mobilização religiosa com líderes evangélicos na véspera da sabatina não evitou derrota histórica no Senado

A tentativa de indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) mobilizou não apenas articulações políticas, mas também uma estratégia de apoio religioso envolvendo algumas das principais lideranças evangélicas do país.

Na véspera da sabatina no Senado, um culto realizado em Brasília reuniu pastores influentes, parlamentares e um representante da comunidade judaica — movimento que, apesar da repercussão, não foi suficiente para garantir sua aprovação.

Participaram do encontro nomes de peso como o pastor Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, o pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus do Brás, o bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, e o pastor Samuel Câmara.

O culto contou ainda com a presença de parlamentares da bancada evangélica, entre eles o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e o senador Vandelan Cardoso (PSD-GO). A comunidade judaica foi representada pelo advogado Daniel Bialski, vice-presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib).

A reunião foi interpretada nos bastidores como uma tentativa de ampliar o respaldo ao nome de Messias junto a setores conservadores e religiosos com forte influência no Congresso Nacional.

Apesar da mobilização, o próprio indicado não participou do culto. Segundo aliados, ele permaneceu concentrado na preparação para a sabatina, embora também tenha adotado práticas como jejum e orações nos dias que antecederam a avaliação no Senado.

Paralelamente ao apoio religioso, o governo federal intensificou negociações políticas para viabilizar a aprovação. Partidos da base atuaram na tentativa de consolidar votos favoráveis, mas enfrentaram resistências.

Durante a sabatina, Messias buscou adotar um discurso moderado, evitando posições firmes em temas sensíveis e sinalizando que não teria postura ativista no STF. Ainda assim, o esforço não surtiu efeito.

Após passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seu nome foi levado ao plenário do Senado e acabou rejeitado, em um resultado que entrou para a história política recente do país.

Foi a primeira vez, em mais de um século, que uma indicação presidencial ao Supremo Tribunal Federal foi recusada pelos senadores — evidenciando a fragilidade da articulação política em torno do nome de Messias.

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