Herdeiro da Fazenda Serimbura é indiciado por esquema suspeito de pirâmide pecuária em São José
Investigação aponta prejuízos milionários a investidores; suspeito teria usado novos aportes para pagar contratos antigos em esquema irregular

A Polícia Civil de São José dos Campos indiciou o empresário André Portugal Gonzalez pelo crime de estelionato e solicitou à Justiça a decretação de sua prisão preventiva. A decisão consta no relatório final do inquérito conduzido pelo 8º Distrito Policial, que aponta indícios robustos de fraude e autoria, além de destacar a necessidade da medida para garantia da ordem pública e econômica.
Segundo o documento, o investigado teria captado recursos de diversas vítimas por meio da promessa de investimentos no setor pecuário, oferecendo retornos financeiros vinculados à criação e comercialização de gado. No entanto, as apurações indicam que os valores recebidos não correspondiam à existência real dos animais ou à viabilidade do negócio, caracterizando possível golpe.
De acordo com o inquérito, uma das vítimas relata prejuízo estimado em cerca de R$ 3,7 milhões. A investigação também aponta que contratos eram firmados em nome de diferentes empresas e que havia inconsistências na gestão e na existência dos bens que lastreariam os investimentos.
Para a polícia, os elementos afastam a hipótese de mero descumprimento contratual e indicam uma conduta dolosa para obtenção de vantagem ilícita.
O relatório ainda destaca que o investigado já figura em outros inquéritos policiais com características semelhantes, o que reforça a suspeita de reiteração criminosa. Diante desse cenário, a autoridade policial entendeu ser necessária a prisão preventiva como forma de evitar novos prejuízos a terceiros.
O caso já vinha sendo acompanhado desde 2025, quando investidores denunciaram o empresário por suspeita de operar um esquema irregular de investimentos pecuários em São José dos Campos.
Segundo apuração do Portal Aqui Vale, o modelo funcionaria de forma semelhante a uma pirâmide financeira, em que novos aportes eram utilizados para pagar investidores antigos, enquanto a quantidade de gado apresentada não correspondia aos contratos firmados .
Ainda conforme os relatos, os investimentos eram feitos com base na promessa de lucro com a engorda de bois ao longo de aproximadamente 12 meses. Com o tempo, no entanto, surgiram atrasos, dificuldades para auditorias e ausência de retorno financeiro, levando investidores a suspeitarem de fraude.
A Polícia Civil segue com o caso, que agora será encaminhado ao Ministério Público, responsável por decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.
Foto: Instagram







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