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Conheça Tatiana Sampaio, brasileira que pode ganhar Prêmio Nobel de Medicina

Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes clínicos em humanos, etapa necessária para avaliar a segurança e os primeiros sinais de eficácia da molécula em pacientes com lesões recentes na medula

Foto: Reprodução

Tatiana Coelho de Sampaio, bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem sido mencionada por veículos de imprensa e especialistas como uma das cientistas brasileiras com potencial para ganhar um Prêmio Nobel de Medicina em função de uma descoberta que pode revolucionar o tratamento de lesões na medula espinhal.

A marca dessa trajetória é um composto experimental chamado polilaminina, desenvolvido por uma equipe sob sua coordenação após quase três décadas de pesquisa em biologia celular e regeneração nervosa. A substância, criada a partir de variações de uma proteína natural – a laminina – tem demonstrado em estudos iniciais a capacidade de estimular a reconexão de neurônios danificados, abrindo caminhos até então inexplorados para pacientes com paraplegia e tetraplegia.

A laminina é uma proteína presente no corpo humano que desempenha papel importante durante o desenvolvimento embrionário, quando os tecidos e sistemas nervosos estão sendo formados. A partir desse conhecimento básico, a equipe da UFRJ passou a trabalhar na criação de uma versão funcionalmente potencializada da molécula: a polilaminina.

Aplicada diretamente na área lesionada da medula espinhal, a polilaminina age como uma espécie de “andaime biológico”, favorecendo a regeneração dos axônios – estruturas fundamentais para a transmissão de sinais nervosos entre o cérebro e o corpo. Essa capacidade de reorganizar conexões danificadas é vista como um dos grandes desafios da medicina moderna e, até então, parecia praticamente impossível de ser alcançado com tratamentos tradicionais.

Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes clínicos em humanos, etapa necessária para avaliar a segurança e os primeiros sinais de eficácia da molécula em pacientes com lesões recentes na medula.

Desde então, voluntários com paraplegia ou tetraplegia resultante de acidentes têm participado desse estudo experimental, e alguns dos primeiros casos já apontam recuperação parcial de movimentos, um avanço que até recentemente era considerado improvável pela comunidade médica global.

Ainda que os resultados sejam preliminares e ainda dependa de fases clínicas posteriores para confirmar de forma definitiva sua eficácia e segurança ampla, o impacto potencial da descoberta tem despertado grande interesse internacional — e posições otimistas de especialistas têm levado a questionamentos se esse avanço poderia ser digno de uma indicação ao Prêmio Nobel de Medicina.

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