SUS inicia troca de insulina tradicional por versão mais moderna
Ação começa em quatro estados e prioriza crianças, adolescentes e idosos acima de 80 anos
Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde iniciou a substituição da insulina humana NPH pela insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo medicamento tem ação prolongada, dura até 24 horas e precisa de apenas uma aplicação diária, o que facilita o controle da glicose.
A primeira fase ocorre no Amapá, Paraná, Paraíba e no Distrito Federal. Serão atendidos, inicialmente, crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A estimativa é beneficiar mais de 50 mil pessoas.
A transição será feita de forma gradual, conforme avaliação médica. Profissionais da Atenção Primária nos quatro estados estão sendo treinados para orientar os pacientes sobre o uso correto da nova insulina.
Na rede privada, o tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250 a cada dois meses. No SUS, o medicamento passa a ser oferecido gratuitamente aos pacientes incluídos no programa.
A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Fiocruz, a empresa brasileira Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee. Em 2025, mais de 6 milhões de unidades já foram entregues ao SUS. A meta do governo é alcançar a produção de até 36 milhões de unidades por ano até o fim de 2026.
Após a fase inicial, o Ministério da Saúde fará uma avaliação para definir a expansão do programa para outros estados.






Deixe um comentário