Pesquisa revela que bronzeamento artificial pode aumentar risco de câncer agressivo
No Brasil, a Anvisa proíbe desde 2009 as lâmpadas usadas em equipamentos de bronzeamento artificial. A medida busca impedir tanto a fabricação quanto a manutenção dessas câmaras no país

Um estudo publicado na revista Science Advances aponta que a radiação emitida por câmaras de bronzeamento artificial provoca alterações no DNA das células da pele, favorecendo o desenvolvimento de melanomas mais agressivos.
A pesquisa mostra que essas mutações se acumulam principalmente em melanócitos localizados em regiões do corpo que normalmente recebem pouca exposição solar, criando uma área maior de células propensas ao câncer.
De acordo com os pesquisadores, o uso de câmaras de bronzeamento eleva significativamente o número de mutações nos melanócitos — responsáveis pela produção de melanina — e espalha esses danos por diferentes partes do corpo. Isso faz com que mais células fiquem próximas de se transformar em câncer.
A equipe analisou dados de cerca de 32 mil pacientes atendidos em um serviço de dermatologia de alto risco da Northwestern University. Entre eles, quase 3 mil tinham histórico comprovado de bronzeamento artificial. Mesmo considerando fatores como idade, sexo, histórico familiar e episódios de queimadura solar, o uso dessas câmaras quase triplicou o risco de melanoma. O estudo também mostrou que quanto maior a frequência de sessões, maior é o risco.
Os resultados reforçam alertas já conhecidos. A Organização Mundial da Saúde classifica as câmaras de bronzeamento como carcinógenos do grupo 1 — a mesma categoria do cigarro e do amianto — e a Academia Americana de Dermatologia recomenda evitar completamente essa prática. Ainda assim, milhões de pessoas, inclusive adolescentes, continuam utilizando o bronzeamento artificial todos os anos.
Para os autores, as novas evidências tornam insustentável qualquer argumento de que o bronzeamento artificial seja seguro ou ajude a “preparar” a pele para o sol. Pelo contrário, ele amplia de forma silenciosa as áreas onde o melanoma pode surgir, inclusive muitos anos após a exposição.
No Brasil, a Anvisa proíbe desde 2009 as lâmpadas usadas em equipamentos de bronzeamento artificial. A medida busca impedir tanto a fabricação quanto a manutenção dessas câmaras no país.






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