Pesquisas mostram benefícios dos pets no desenvolvimento das crianças
Adultos e idosos também apresentam melhores respostas fisiológicas ao estresse, incluindo redução da frequência cardíaca e de reatividade cardiovascular.

Pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisa Waltham – instituto científico da Mars Petcare – aponta que pessoas que crescem na companhia de um bichinho tendem a ser mais seguras e confiantes, e também menos solitárias. Os impactos positivos são ainda maiores quando a convivência se dá com crianças menores de 6 anos ou acima de 10.
O estudo “Crianças, cães e ocitocina”, também realizado pelo Waltham Petcare Science Institute e publicado no jornal científico Psychoneuroendocrinology, também revelou a mecânica envolvida nas interações entre as pessoas e os animais.
Para os cientistas, o vínculo entre a criança e o pet reduz os níveis de estresse porque, durante a convivência, há liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”, associado a emoções positivas como prazer, confiança e empatia. Trata-se daquele mesmo hormônio envolvido no desenvolvimento do vínculo entre mãe e filho.
Participaram do estudo 55 crianças, com idades entre 8 e 10 anos, que interagiram com cães. Os níveis de ocitocina também foram medidos enquanto os pequenos brincavam sozinhos. Ao se divertirem com os cachorros, as crianças apresentaram um nível mais elevado de ocitocina em comparação com as brincadeiras solitárias.
E não são apenas os humanos que experimentam esse amor: quando brincaram com as crianças, os cães também tiveram aumento no nível de ocitocina. Além disso, as concentrações de cortisol (o hormônio do estresse) nos animais diminuíram acentuadamente antes e depois dessas brincadeiras.
Adultos e idosos também apresentam melhores respostas fisiológicas ao estresse, incluindo redução da frequência cardíaca e de reatividade cardiovascular. Essa é a conclusão do estudo “Apego aos Animais de Estimação e Manutenção das Funções Físicas e Cognitivas”, também apoiado pelo Centro de Pesquisa Waltham, que revela que laços mais estreitos entre as pessoas e os seus pets ajudam a envelhecer de forma mais saudável, retardando tanto o declínio físico quanto o cognitivo.
Mas, escolher o companheiro perfeito não é uma decisão que deva ser tomada por impulso; inclui entender comportamento, personalidade e interesses, fatores que se desenvolvem com o amadurecimento do animal. No entanto, o estudo Mars Global Pet Parent mostra que 74% dos cães e 87% dos gatos se juntam às famílias brasileiras quando têm 3 meses ou menos.






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